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O desde cedo demonstrou uma especial apetência para a adopção de ferramentas e soluções open-source. Já no ano de 1996, ainda sem rede de cablagem estruturada, as poucas salas de informática encontravam-se equipadas com servidores de ficheiros e domínio de autenticação baseados em sistemas GNU/Linux. Com o avançar dos tempos, o investimento no sistema informático e de comunicações teve uma forte componente nos sistemas de software livre, reunindo, actualmente, servidores de ficheiros SAMBA e NFS, serviços de directoria em OpenLDAP, autenticação com base em PAM, serviços de impressão com CUPS e PYKOTA, entre outros.
Paralelamente à aposta efectuada pela escola, os alunos descobriram pontos concordantes em torno do software livre e, mais concretamente, do Linux, tendo fundado em 2001 o . O NUX assume-se como o ponto de referência e agregação preferencial da comunidade de alunos utilizadores de Linux do Instituto Politécnico de Bragança. Entre outras actividades, tem promovido e divulgado os sistemas GNU/Linux e a filosofia open-source, dado suporte aos iniciados, promovido a realização de seminários, tutoriais e installation parties, entre outros.
No presente ano houve também algum intercâmbio com instituições da vizinha Espanha por intermédio de representantes da , o que criou as condições e o ambiente propício para a organização de um evento em torno do open-source e do sistema GNU/Linux em geral.
O seminário , é um seminário centrado na temática do open-source tendo como cenário os sistemas GNU/Linux, desde os seus fundamentos funcionais como o kernel ao ambiente gráfico de trabalho e produtividade.
Nesta introdução têm sido usados os termos "software livre" e "open-source" indiscriminadamente e, aparentemente, sem qualquer distinção. Na nossa opinião, ambos os termos traduzem a mesma filosofia: uma comunidade unida em torno de um bem partilhado - o código fonte. Apesar desta filosofia ter sido originalmente associada ao termo software livre (free software), o termo open-source é mais apelativo do ponto de vista comercial, pelo que depressa foi adoptado por empresas e organizações, resultando numa popularização do conceito.
Muitas vezes, o open-source é interpretado como sinónimo de software "à borla", gratuito ou freeware. Nada de mais enganador! Não se trata de software grátis, mas sim de partilhar. Partilhar conhecimento, partilhar experiência, partilhar o gosto e o prazer intrínseco à aprendizagem e à convivência. É neste contexto que surge o seminário TOS.
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